quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Poeminha do amor no breu

Não era metafísico o amor.. 
Era táctil, corpóreo.. 
Rendia-se às rendas e aos rendez-vous.. 
Conhecia as curvas, as reentrâncias as recalcitrâncias da amada.. 
Usava chapéu o amor 
Chapéu e um echarpe cor de nada 
Não tinha olhos verdes, nem nuances no cabelo, nem apolíneos eram seus traços.. 
Era uma tábua rasa. Não tinha nada. 
Era um amor cego e na cegueira absoluta 
Exercitava o braile.. 


(Dos 23 poemas de amor)