sexta-feira, 1 de junho de 2012

A solidão da escultura nua



Os meus hábitos são os da solidão.
Não os da solidão que perturba,
Mas os da solidão que afaga.

Tantas vezes encontro-me só,
olho-me no espelho e o que vejo?
Uma escultura nua pouco interessada nesse mundo.
As minhas vaidades são essas linhas curtas,
esses poemas dispersos e alguns espondaicos sinceros
A solidão, velha dama, mora comigo,
senta-se na sala, conversa sozinha, canta..

E nessa inquietude sem fim, respiramos ventanias e desertos
É daí que surge, amiúde, a alma
Essa alma minha amarela e confusa
E daí que eclodem esses versos..
Da solidão de uma alma errante..

31/05/12
"Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades."
Fernando Pessoa



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