segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu, estátua de areia



Eu era só uma estátua de areia
quieta,
estática,
imersa nas dunas da Lagoa
Era primavera e,
milagrosamente,
das águas vieste tu.
Tu e tuas mãos de encanto, 
Pétalas brancas carregando orvalho.
Gotas de felicidade que me deste .
Tu e esses teus olhos de carinho 
Teus braços de infinito
vieste tu e a estátua de areia, 
espantalho imóvel, 
ganhou luz nova. 
E no vento invisível 
fez surgir as gaivotas e todas as procelas. 
A estátua de areia desfez-se em cores
Cores tantas de arco-íris nos céus
Tu,
tu apenas,
milagrosamente
da areia fizeste o rio,
o rio esse
calmo,
profundo,
límpido
O rio onde inundo minha alma de ti.. 


Foto: Daniela Possamai - Lençóis Maranhenses


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