domingo, 12 de dezembro de 2010

Mitologia da Tristeza

Não, não é a tristeza que nos invade.
somos nós que invadimos a tristeza.
corvo fúnebre,
branco,
à espreita..
O pescamos no ar,
em mórbido voo putrefato.
A tristeza é libélula ensandecida,
voa no vento,
adentra as janelas nossas
e sem que a convidemos,
dorme na nossa cama,
junta-se a nós na mesa de jantar.
Tristeza é feita de panos negros
que encobrem o rosto nosso,
restos amargos do dia.
poções ínfimas de veneno.
tristeza vem a galope,
em corcéis selvagens..
açoites funestos.
Lúgubres migalhas a adentrar nossa alma.
tristeza é roupa de luto..
...
morfina sem efeito
...
tristeza é vácuo..



2 comentários:

stalin passos disse...

uma boa poesia e um excelente escultura, vou aproveitar algumas idéias...maravilhoso....Stalin Passos, Itapema-SC- 26.09.13....

Daniela Possamai disse...

Caro Stalin!!!

de uma enorme satisfação seu feed-back, ainda mais sobre uma poesia escrita há tanto tempo. Quanto à escultura -arte que amooo - tenho para mim que é a própria poesia sólida.

Sinta-se em casa no meu blog. Faz tempo que não o atualizo, mas em breve escreverei novos posts.

Abçs,
Daniela