segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Construção




Às vezes me pego construindo,
imaginariamente,
no ar amarelo,
as linhas tuas,
os contornos mágicos,
os limites que há em ti.
E és todo um universo que eu não sei traduzir,
palavras são crianças frágeis.
E tão imenso que não te posso desenhar em croquis de menina,
nem pintar-te em azul como Picasso.
A beleza de ti é curva,
concreto armado,
canções de metal e água.
arco-íris desenhados depois da chuva..
Linhas de engenharia onde quero morar..
Mas tu, meu amor, és também o arquiteto de mim
Alicerça tua casa,
aninha teu braço no que sou eu,
essa porção tua de alma minha.
mãos a tocar as paredes de açúcar
a percorrer as curvas que tu desenhaste
usa o braile, amor..
para aprender-me..


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