segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Faz-me respirar



E leio o presente que ganhei de ti, poeta.
Invades meu rosto em águas,
Lágrimas em linhas de mel,
Versos de ouro que fizeste para mim..
Amo-te, poeta meu!
És o dono desta alma minha
Inquieta, curiosa, humana..
Inalo teu perfume entre as brisas do café.
E trago comigo, na alma, o som da tua boca,
cantando em dó menor, teus versos.
Sim, teus versos, poeta
Entranham em mim como chuva.
Chuva que se derrama na terra
Escorrendo a pele em dedos teus de poesia
E percorres o dorso em néctares que ganhei de ti.
Poeta, tu és água onde banho minha alma nua.
Vestes a mim com tuas sedas coloridas.
Inebria-me de ti, poeta
Faz-me respirar..
Quero respirar-te..
Respirar-te assim tão meu, tão doce, tão singelo.
Poeta, canta-te em mim
Sou só instrumento de se tocar
E a tua poesia, amor, é tato.
 E eu quero-te nas manhãs da minha vida,
Quero-te luz diante da persiana
Quero-te café, vinho, ócio
 Mar de me banhar,
Água de ti,
ar de respirar..

(México - jan/2011)





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