quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Memórias do Distante - Caracol de Viento


Caracol de vento.

O movimento em vermelho.
Quando te vi achei que sonhava.
Tu, nota invisível e deliciosa
Sinto-te nos arrepios que fazes quando me tocas a face.
Sopros de se ouvir no mar.
Lá, onde o amanhecer é da deusa Ixchel
Lá, nos cantos de um mundo.
Tu, quebra-vento, escutas a curvatura do mapa
E te debruças sobre as janelas.
Anfisbenas que encontram o sol.
Curvas onde a terra olha o céu.
Ao longe,
a cidade,
perdida em meio à ilha,
A cidade tua.. tua serva
Ventos de Atlântico que dançam contigo,
Teus espaços pela brisa percorridos
Teus limites
Tuas entranhas..
Feliz arquitetura em escarlate
Abissais volumes sobre o mar..
Esse mar teu, azul,
Olhando-te,
caracol de vento...
em vermelho..





Nota de Rodapé:  Caracol de Viento (Pedro Cervantes) - Parque Escultórico Punta Sur - México.
"La fraga y el martillo hicieran su obra genial y en vez de armas, forjaran sueños que permanecerán aqui, para siempre, como testimonio del genio creativo de la humanidad.."
Fotos: Daniela Possamai - México/2011





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