segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Poema que voa nas linhas do vento



E eu desenho o último poema,
um poema de quimeras angelicais,
devaneios de esperança para o ano.
Um poema leve, solto em linhas de vento
poema de cantar em voz doce.
Foram tantas canções que fizemos, eu e tu, poesia,
músicas sacras que cantamos ao amor,
desejos nossos de liberdade azul.
Companheira de eternidades,
tu, poesia minha,
és a nuvem onde me debruço para olhar o mundo,
são tão íntimos nossos laços,
elos que fizemos no decorrer da vida,
e já derramamos tantas lágrimas
e alegrias muitas de infância.
Contigo fiz da minha vida uma melodia de se pintar,
poesia onde canto as dores minhas,
os céus em nuvens de baunilha
e esse mar à minha janela..
Mares meus onde tu flutuas em ondas
Vens e vais em águas rasas
incessantes canções de infinito
Oceanos de poesia onde mergulho
versos
onde encontro perdida a alma minha.

Nusa Dua

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