segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O amor em três atos semióticos



(A beleza solitária e o amor)
E ele perguntava-se o que amaria nela,
afinal não possuíra beleza nenhuma,
não era doce, nem poeta..
soturnamente, ele via-se só..
Era a solidão diminuida que o encantava..
Nada mais..

Hopper - Room in New York


(O amor perfeito)
 Era um amor tão possível que morreu..
 Morreu de tédio e frio e nhê, nhê, nhê..
 um amor mulherzinha..
o amor perfeito é flor apenas.

Hopper - Room in Brooklyn


(O amor quando cai a noite)
Era noite. Tateava as lembranças do amor.
A cama vazia e as paredes nuas. 
Já não a tinha mais. Já não percorriam suas mãos a pele.
O amor, quando não esquecido, dorme entre os amantes.
a escuridão é sempre a mãe das lembranças..


Hopper - Empty Room

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