quarta-feira, 2 de março de 2011

Van Gogh e o azul na escuridão








Porque eu vi os corvos voando no azul,
o óleo negro pintando na tela.
O que viam teus olhos, VanGogh?
Não sabia-te mestre?
Nem gênio?
Que devaneios tu enxergaste naquela tarde?
Não eram corvos, pintor!
Eram anjos caídos a te buscar.
Eram as letras à pena escritas nas cartas ao teu irmão.
O dia enegreceu, mestre.
Os corvos,
pontos alados em azul na escuridão,
sonhos negros,
letras negras,
gatos voadores negros.
A tua loucura, mestre
é devaneio de angelitudes e amarelo.
Amam-te as tintas e todas as tuas matizes.
Amam-te como amantes apaixonadas
e correm a face tua como lágrimas de Deus.
A vida, mestre..
A vida é tinta preta
e branca
e cor.
Estuda o azul e o amarelo..
O dia logo vem!!!
Os corvos..
os corvos..esses também
São os eus negros a voar no azul de ti.

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