quarta-feira, 27 de abril de 2011

Devaneios de Goya quando menino

(dos devaneios de infância)
Eu via aqueles argonautas e tinha medo..
eram homens grandes.
lacanianos construindo cidades na metafísica..



(das confissões do menino)
sempre me encantaram as sentenças inúteis
 e as árvores com o tronco pintado de branco..


(da maturidade)
Quando menino, atraíam-me os crepúsculos,
os arrabaldes e a desventura;
agora, as auroras de outono e a serenidade.
Já não encontro graça em Hamlet.


embriaguei-me de ti, Goya..
nos museus,
quis pensar-te como pensavas..
"o sono da razão produz monstros."

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