terça-feira, 24 de maio de 2011

Da Vinci e a vã vaidade



Há dias imersa na vida e na obra do grande gênio Leonardo da Vinci, vi pinturas, projetos de voo, extensos ensaios sobre a maravilhosa anatomia humana, um estudo sobre as águas, as infinitas proporções do rosto, um belíssimo tratado sobre a pintura..

De tudo, de tudo o que vi, estudei e vivi fica premente em mim um diálogo..não são as pinturas, nem os ínfimos detalhes, nem os códigos reflexivos.. mas um diálogo.. um diálogo apenas..

Um colóquio que me inquieta a alma porque me reporta à brevidade e a não gratuidade da vida e algo que li, há anos, em Eclesiastes.. "vaidades, tudo são vaidades e vento que passa.."

Trata-se do diálogo entre o mestre e o seu imenso amigo, Francesco Melzi, nos dias anteriores a sua morte em 02/05/1519 em Amboise, França.


- Luce, luce, luce, lampada.
Quante parole che si sanno.
Lampada, luce, luzerna e Francesco.
Parole che sono cose precise.
Persone, sentimenti.
Ogni cosa una parola, anche la più picolla.
Granelo, formiche
E tutte queste infinite parole che si conoscono e le cose imparate, estudiate ed i ricordi.
Tutte queste cose que sono la nostra richezza acumulata.
Que sono noi stessi in un atimo.
Un atimo prima ci sono e solo un atimo dopo si muori.
No sono più nulla. No rimane piu nulla.

- Nulla no, e queste opere, queste quadri, studi??

- Povere cose, Francesco.. Povere cose..
Nulla, rimane nulla.

-Maestro, ma il ricordo!! Il ricordo di noi che gli altri se metttono e se metterano ad portare dentro..

- Forse quelo, soltanto quelo.



"Ele foi um homem que acordou cedo demais na escuridão, enquanto os outros continuavam a dormir."
— Sigmund Freud

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