quinta-feira, 7 de julho de 2011

Entre Wilde e Gaiman, o coração das coisas frágeis..




No ano passado, por conta de um amigo apaixonado pelo herói Sandman, personagem de Neil Gaiman, li um texto que, de tempos em tempos, percorre a minha alma pela beleza, simplicidade e verdade do que diz..

A peculiaridade da maioria das coisas que consideramos frágeis é o modo como elas são, na verdade, fortes. Havia truques que fazíamos com ovos, quando crianças, para demonstrar que eles são, apesar de não nos darmos conta disso, pequenos salões de mármore capazes de suportar grandes pressões, e muitos dizem que o bater de asas de uma borboleta no lugar certo pode criar um furacão do outro lado de um oceano.
Corações podem ser partidos, mas o coração é o mais forte dos músculos, capaz de pulsar durante toda a vida, setenta vezes por minuto, e não falhar quase nunca. Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar. Histórias, assim como pessoas, borboletas, ovos de aves canoras, corações humanos e sonhos,
também são coisas frágeis...”
 (Neil Gaiman)

Oscar Wilde, autor de O Retrato de Dorian Gray, cuja história me fascina, diz algo humanamente semelhante, não em termos de coisas frágeis, mas sobre o modo como podemos, facilmente, com a força da palavras e outros artifícios, envenenar estes mesmos corações.. 

A gente sempre destrói aquilo que mais ama -
em campo aberto ou numa emboscada.
Alguns, com a leveza do carinho;
outros, com a dureza da palavra.
Os covardes destroem com um beijo;
 os valentes, destroem com a espada...
(Oscar Wilde)


Dos excertos, leio: cuida do coração que bate dentro do teu, cuida com dedos de leveza e não fere.. não fere nunca a alma, corações não são feitos de papel e a palavra.. a palavra, às vezes, é espada..



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