quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Antigos Devaneios e Outros Traumas misturados a Debussy e Magritte



A psique desumana tem algo de próprio que me inquieta..
E então, olho absorta a alma escondida entre escaravelhos e clepsidras..
Encontro neles algum desconforto..
A culpa é a mãe de todos os males.
O medo é a gênese de todos os dogmas..
 Felizes são os cronópios.
Feliz é a menina ingênua isenta de moldes e outros vícios..


Mas há na escuridão
 um blend de fumaças e almas penadas..
 Rumores incertos com inveja do vento invisível e transparente..


Bosch, Bruegel e os Bestiários..
Nos antigos manuscritos e enciclopédias
 é que podemos perceber o quanto estreitamos nossa visão
sobre o fantástico, sobre o mundo, sobre nós mesmos..
e eu fico a me perguntar se a idade das trevas não é, necessariamente, a nossa.




As telas de Magritte são respectivamente: The fake mirror, The Dominion of Lights e The invention of life.

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