quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Poema para a volta do Exílio



A sala fria e branca do exílio me acolhia.
me senti tão pequena, tão ínfima.
e então eu vi que o que sabia da mim era nada,
que a existência minha era vácuo de significado algum.
Andei em círculos, fiz amigos vários
viajei pelo mundo, vi ruas e povos
Admirei os jardins de flores cinzas
os palácios de outrora e os parlamentos pífios..
mas há sempre um vazio,
um vazio que me olha do canto da sala,
lá, devidamente sentado,
de pernas cruzadas e cachimbo
e eu tenho medo
eu tenho medo que esse vazio contenha o teu nome..


Um comentário:

Anônimo disse...

tu escreves com o coração.