quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Notas sobre o ofício da pena


Tudo o que escrevo sou eu!
Tudo, tudo sou eu..
Meus personagens, minhas angústias, meu riso imenso
Até a vírgula, até mesmo a vírgula sou eu.
A pausa, a estrofe mal colocada, o enredo dissonante.
E escrevo as confissões, os dramas, as alegrias..
quiçá escreva a mim sobre mim mesma..
quiçá escreva a vida e todos os minutos..
Eu desenho os encantos e a passagem das horas
Eu pinto o corpo e a fluidez errante da alma
Transformo a pedra, o pó, o sal
E cega, vejo as cores,
E são tantas as cores que, às vezes, me perco nas esquinas do arco-íris
Não há semáforo nem leis de trânsito onde sigo..
E sigo, eu mesma manuscrita, as confluências e curvaturas da letra..


A ficção é dama cujo adorno é cru.


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