sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Novas notas sobre o ofício da pena




A minha vida se deu no meio das páginas..
Minhas sedas coloridas e desnudas
Os livros que me vestem única
As pérolas poemas que adornam
Folhas, milhares delas, milhares de folhas
Filhas de Gutemberg
Minhas companheiras amarelas e sem credo
Que destino aventuroso o nosso
Nuvens, fractais, bibliotecas mágicas
Flocos de neve, trovões, paralelepídedos..
Não há rua, nem cidade
O mundo é campo aberto e não existem muros
Tudo são pontes e abraços, beijos, arco-íris e árvores
E a vida, a vida é sempre uma folha nova e branca,
E nua, anda leve,
ansiosa pela mão suave capaz de pintá-la..





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