sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Os desertos de ti



E esse teu olho de menino que me olha e me tira a roupa.. 
teu olho, meu amor..
duas esferas de ternura, 
dois peregrinos a acompanhar meu andar pela sala.. 
meu langor, meu pensar, 
meus braços, minhas pernas,
o meu dorso, teu colo,
minha mão, teu rosto.. 
Ah,  meu amor 
e andar sobre ti como pétala 
e refugiar minha alma no teu sorriso 
e sonhar teu beijo 
e acaletar meu seio.. 
Ah, meu amor e todas as tuas horas 
Porque são teus os meus minutos e cores 
E é meu o teu ar
E eu te respiro porque tu és toda a minha atmosfera e todas as galáxias 
E sem ti não há dia nem há chuva 
Tu és todas as areias e todos os oásis.. 
E eu o nômade, 
o nômade a me perder na exatidão dos teus desertos.. 


Um comentário:

Anônimo disse...

E quanta doçura há em ti, bela Daniela? Talvez tu sejas sim uma escultura, mas de mel!