segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As janelas do longe e um beijo no vento




As janelas, quando abertas, são portas para o infinito. 
O infinito..
esse que a gente faz..
rabiscando o céu..
com nosso lápis azul de poeta.. 
E pintamos as nuvens apagando o azul com nossa borracha mágica.
Lá, no céu,
a disfarçada biblioteca pintada de azul..  
Nos tapetes de nuvens,
onde brincam nuas as crianças andando de roda gigante.. 
Lá, bem longe,
onde estão teus olhos a devorar minhas linhas.
onde a brisa alcança meu cabelo..  
Longe,
onde está o vento a transportar o frescor do meu beijo até a tua boca de espera.. 

Abre a tua janela, amor.. e respira-me no vento.. 
Paris, 01/out


Fotos: Daniela Possamai

Um comentário:

Anônimo disse...

Abrir a janela e respirar-te no vento. Lindo isso!