segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Outonos na alma



Ainda que o outono persista e que sejam incertos nossos rumos..
ainda que o vento sopre e que todas as folhas desfaleçam em danças fúnebres..
E que as árvores magicamente passem do verde para o ocre..
Ainda assim, amor,
do teu nome eu farei estes cocares de primavera..
Os deixarei sob os telhados cinzas, a beira do Sena..
A corrente os fará atravessar o Atlântico..
Recebe-os..
São as flores da minha alma e todos os beijos que te quero dar..
Sinta-os nos lábios teus..
entreabertos..
à procura da boca minha..


Monet

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