segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A poética da casa



A velha casa guardava tantas lembranças,
uns rabiscos soltos, uns vidros quebrados
certas ausências.
e os móveis, ali, me olhavam quietos sobre os tapetes,
 fitavam-me impávidos e colossais.. 
às vezes falavam comigo.. 
Noutros momentos permaneciam mudos como cedros.
Noutra noite, a sala de jantar me convidou a sentar
Sentei-me..
Filosofamos durante horas..
Bebíamos um bom vinho,
recitamos um pouco de Cortazar,
maldizemos Proust,
cantamos uma mitologia estóica.
Por fim, sorrimos.. Fui dormir!

A casa amarela - Van Gogh


A casa amarela de noite - Van Gogh



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