sábado, 14 de janeiro de 2012

Os vestidos de labitinto



E houve um tempo em que eu me vestia de labirinto..
Mas, súbito e magicamente, apareceste tu e essas tuas mãos de acalanto.. 
e o labirinto perdeu-se em areias, esquinas e essas ruas tuas.. 
Já não me sei, 
do labirinto me perdi.. 
Hoje somos nós: eu, as esquinas e essa fome insana que eu sinto da tua boca,
a boca tua sobre a pele minha..

"a boca espera
(que pode uma boca esperar
senão outra boca?)"
Eugênio de Andrade







fotos: Robert Doisneau


2 comentários:

Gourmet disse...

Dani, lindo poema e lindas imagens!

A filha da Baronesa - Daniela Possamai disse...

Obrigada, queridíssima Carla!!
Tenho escrito de forma brutal nos últimos dias.. Planejo um filhote de papel e poemas pra metade de 2012.. Aliás, tu podes me ajudar muito nisso.. Basta que nomines o que tu achas de melhor.. Que tal??
Um beijão.