sábado, 17 de março de 2012

Poema n. 3



E fico a me perguntar do que precisa o mundo
não serão poemas ou flores
ou toda essa gente que finge ser diferente dentro dessa mesmice insuportável
Não sei, nada sei..
Há momentos em que o mundo - esse mundo - me parece tão estranho
como um labirinto selvagem cercado de grandes e misteriosas serpentes
Há de se ter medo?
Há de se arriscar o pescoço
Também não sei, eu NADA sei..
Eu nada sei de mim, que dirá do mundo - esse estranho assustado e poluído
Eu só queria para mim a coragem
uma coragem infinita e o escudo de Aquiles
e então sairia pelas ruas e praças
andaria pelos arrabaldes e cometeria todas as desventuras.
Dane-se a moral, as velhas tábuas, a culpa católica, o super-ego 
e toda essa infinidade de coisas que não servem para absolutamente nada
Joguem tudo isso no lixo
poeira
sujeira
estrume
Montanha de nada enegrecido, velho e ultrapassado
Ahh o mundo, esse mundo envenenado
de flores envenenadas, de gente feia e fútil
Hei de vivar pó um dia
Hei de virar chuva,
nuvem,
ou nada..


Nenhum comentário: