domingo, 20 de maio de 2012

Versos para o leitor impaciente



Acalma-te, desconhecido leitor
Que a espera é flor de se colher depois do orvalho,
depois que a noite fugiu brilhante por entre a relva.

Colhe o fruto da aurora..
Porque os meus versos, meu caro,
por vezes são tão tímidos,
que é preciso olhá-los suavemente,
tocá-los sem pressa, com mãos de encanto e pétalas..

Respira brandamente estas linhas..
As fiz na esperança de acalanto.
Quiçá amenizem a longa espera..
Mas o que é a esperança senão a terrível arte de esperar??

E então te dedico essas poucas linhas..
Tão miudinhas que vão ficando por aqui
Que terminam pequeninas para que se pareçam com a espera -
A espera - essas margaridinhas amarelas - tão pequenas, tão singelas..

Aceita esses versos-perdão e as margaridas..
Elas chegarão a ti pelo vento,
dançando ao sabor da brisa..
Por favor, só abras a janela!!


20/05/12

2 comentários:

Anônimo disse...

Você sabe! As ultimas quatro linhas mostram que sabe...toda impessoalidade desmorona ali. Não são versos ao sabor do vento. Há mãos humanas que subtraem dos ventos a força que move a intenção. Não foi a primeira ou a ultima. Mas uma correção: o destino das palavras não é o chão ou o lixo...

A filha da Baronesa - Daniela Possamai disse...

Fico feliz ao saber que minhas linhas não se destinem ao chão ou ao lixo.. Que fiquem elas aninhadas na alma como abraços coloridos e cheios de ternura..
E te digo, nunca haverá impessoalidade nelas, porque elas sou eu..
Bjo e margaridas.