quarta-feira, 1 de agosto de 2012

30 dias sem ti e um poema desesperado




E então conta-me o que fazer
quando o cinza vira chumbo
e as nuvens pesam como estanho.
Diz-me como sobreviver à estupidez dessas horas!!!

Eu tive febre nesses 30 dias e dois segundos.
Eu entrei em súbito colapso.
E morri 37 vezes.
Eu arranquei todas as flores, amor.
E destrui todos os teus livros.
Eu assassinei o teu gato.

Eu sei, é loucura, amor!
É insanidade muita para o período,
mas eu não quero a lucidez.
Eu quero perpetuar o meu amor, para sempre, no muro da tua casa.
Eu picharei toda parede.
E construirei um céu amarelo só para os teus olhos..
Diz-me, amor que cor tem o impossível
Porque eu a buscarei na fábrica do diabo
E se ela existir nos Cárpatos..
Tanto melhor..
Eu invento um balão supersônico,
Um teletransporte série 2
E o impossível caberá perfeito bem na palma da tua mão.

Dá colo a este corpo exaurido
Dá alento a estes braços meus tão famitos de ti
Porque a loucura tem cura
(Cabem-lhe milhões de hospícios)
Mas o meu amor é quase uma doença terminal,
vive enfermo..
E sangra, diariamente, ele sangra.
Mas não morre nunca..



Bruno di Maio

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