quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O roubo



Vou roubar-te!!!
Sim, triste ladra..
Roubar-te para sempre
Enclausurar-te no meu corpo
Em grilhões invisíveis de infinitos beijos
Vou esconder-te em mim
Para que ninguém o ache
Para que ninguém o veja..
Avisem às autoridades que esta poeta é ladra,
Mas por favor, não a prendam!!!
Ela ama.
Desesperadamente, ela ama..
(Pobre poeta apaixonada..)


Ah! mãos do furto, olhai, trazei-me à justa
Os meus linhos — suor dumas colheitas —
E amor dos meus que a mim muito me custa.
Afonso Duarte, in "Episódio das Sombras"

Bruno di Maio

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