quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Poeminha da hora aborrecida




Perdi minha inspiração!
Somado a tudo isso estais vós aí a espreitar minhas linhas tristes.
A desdizer o que não foi dito..
Às vezes, canso de tudo isso e vos desejo um navio que os carregue ao fundo do mar.
Visitai, por favor, outras enseadas!!
Porque eu tenho um fastio imenso de vós..
Sim, visitai outras paisagens..
Sou eu só um deserto.
e inda há pouco começou a primavera.
Mas as flores não nascem do sal..

Sim, procurai vós e vossas bússolas o pólen em Urano..
Afastai-vos de mim todos vós
Já não os agüento
Já ardem-me nos ouvidos vossos nomes
Ficai longe.. porque eu só quero a distância
Eu sou uma pavorosa lonjura
E vós possuís as mãos curtas
Jamais alcançareis minha face
E que seja assim, senhores
Eu na minha ostra, vós em Urano..
Deixai-me em paz nessa sala
Já não suporto o frio!!

Eu desejo, para sempre,
estabelecer-me no labirinto da minha própria loucura..
A mim não importa as políticas assistencialistas
e nem os métodos de persuasão das religiões e seitas..
Eu acredito mesmo é na ausência de idealismos,
nas palavras de Niezstche
 e nas folhas de Withman..
A mim não faz diferença os partidos e a maçonaria,
eu gosto da filosofia de Russell,
eu preservo os manuscritos de Quintana,
eu liberto os pássaros e cultivo caledônias..
(A mim pouco importa vossas sinas oitocentistas..
pensai o que quiserdes!)
Adeus!

 Empty Room - Hopper

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