terça-feira, 7 de agosto de 2012

Poeminha da razão



Porque me vestes de nudez
Eu te deixo agarrado aos meus quadris..
Porque me queres ansioso
Eu te sinto um menino que anoitece..
Porque são de algodão teus braços
Então te quero cama e aconchego..
E se és tu a minha vida
Sou eu tua casa..
Porque faço de ti um pósludio,
me queres sempre e inteira.
E me tens fácil..
Sou eu, toda e em partes, tua..
E já que me sabes de cor
A cada minuto eu me reitero de ti..

 "Desvio dos teus ombros o lençol,
 que é feito de ternura amarrotada,
 da frescura que vem depois do sol, 
quando depois do sol não vem mais nada..."
 
David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"

 

Um comentário:

Anônimo disse...

E assim torno-me um fã incontestável da tua poesia. Você escreve com uma delicadeza nobre, linda filha da baronesa. Não perco nenhuma das tuas palavras. Parabéns!