sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cartas para ti



E escrevo estas cartas esperando que elas nunca cheguem
Que tu nunca as leia
E são cartas pra te dizer do meu amor amarelo e manso
Pra te contar desse meu sentimento
Pra desnudar minha alma
E sem adornos ou sedas pra que tu me vejas, montanha de ossos e pele,
nua sem escudo ou espada..
Sem casca ou casulo
Pra que me vejas libélula em voo..
E me captures,amor
Sim..
Para prender-me, para sempre, aos grilhões desejosos de ti..


 " E como em teus lábios puros, Guardas tudo quanto almejo, Doutros desejos futuro.."
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
 

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