sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Um poema sem braços e sem nome



Eu violentei o quadrado mágico de Dürer..  
Eu arranquei as plantas todas..  
Eu estraçalhei todas as bonecas.  
E tudo isso foi só um alento para a minha própria loucura..  
Nesses dias insanos eu cultivo uma lucidez cega e atrapalhada.  
Eu pinto de negro meu cabelo e leio os falsos profetas..  
Nesses dias eu desenho a mim mesma no espelho quebrado.. 
Vejo-me cega e sem braços..  
Quantos ais, meu deus?
Quantos ais direi de mim?? 





fotos: daniela possamai

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