quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Esses meus poemas feitos de ti..



Tu tens o dom de aparecer onde nunca havias estado,
e sobretudo tens o dom de perpertuar-se nas minhas linhas..
Penso que tu moras nos meus poemas.
Tu os habita e fazes deles a tua casa.
Talvez sejas tu a parede da estrofe ou o verso escondido,
Talvez seja tu uma sílaba nessas minhas já tantas entrelinhas..

E eu, eu escrevo sobre hipotenusas e hipocampos,
Sobre as matizes de Renoir, os tons de Van Gogh
Sobre o anoitecer das quimeras,
e sobre a metafísica desses dias já tão estranhos..
E tu, tu surges sempre imprevisto..
Imprevisto e grandioso.

Eu já não carrego outros sinônimos para ti
E perdoa-me, amor, esse vocabulário meu tão pobre
Perdoa-me porque todos os meus versos são de ti
E é porque habitas minha alma que eu insisto em escrever-te..

 

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