sábado, 9 de março de 2013

Confissão



Esse não é um poema feito de versos
É antes um poema feito da tua boca..
É primeiro um bocado de ti confundido em linhas
E antes que me digas qualquer coisa
Antes mesmo que amanheça
Eu te peço silenciosa: escuta!!
Escuta porque o tempo é curto e eu estou sempre longe
Escuta porque, às vezes, eu não sei como dizer-te..
Eu tenho uma voz tão doce e mundo é tão rude que eu prefiro escrever-te em versos..
Eu prefiro dissercar-te em dodecassílabos e cantar-te em dissonâncias..
És tu a gênese dessas linhas
É da tua boca que partem meus navios de desejo..
É de ti que nascem todas as flores palavras e as cores versos..
Não te vás nunca, nunca
Porque sem ti,
Sem a tua boca, amor
Morrem encalhados todos os meus navios..



Confession


This is not a poem made of verses..
It's, first of all, a poem made of your mouth. 
It is first a bit of you confused in lines.. 
And before you say to me anything, 
Before even so the dawn
I ask to you silently: listen!!!
Listen because we have no time and I am always so far away.
Listen because sometimes I don't know how can I say you
I have a such sweet voice and the world is so cruel that I'd rather write you in verses..
I prefer to dissect you in dodecassilabos and sing you into dissonances
You are the genesis of these lines..
It is from your mouth that my desires ships leave
It is from you that rise all the flowers and all the verses..
Never go away, never
Because without you,
without your mouth, love
Die stranded all my ships ..



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