quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Pequena fábula sobre a gênese e um epílogo





E no sétimo dia, cansado da sua própria solidão, o homem inventa deus..
Um deus inimputável..
Um deus canalha e enfadonho..
Criado à sua mais vil semelhança..

Seriam de deus os desígnios do homem
E também do homem toda a sua glória..

Mas deus, invejoso, mata o homem..
E assume o controle da nau..
Facínora, catequiza os que tinham fome..
Dando-lhes do céu maná e incutiu-lhes, pobres boçais, o medo..

Escreveu-lhes uma tábua com leis ultrapassadas e obrigou-lhes aos dogmas..
Exigiu que a prole edificasse as mais incríveis fortificações e que orasse cegamente pelo seu nome..
Deus lhes providenciava o pão e a cegueira..
A fé e a ignorância..

Eram de deus agora os mercadores e os ladrões,
Como também eram de deus os pífios e as prostitutas..
Da luz fez-se as trevas
E a liberdade transmutara-se em falsa moral..
Eis que assim fora inverso o papel de deus e do homem..
O que era homem virou deus..
E o que era deus virou macaco..


Epílogo: mas até o macaco mudara..
Criptografado, virou um caracter do google, o novo deus..
Fim!!!




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