quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Pequenos versos da grande insônia




Serão poemas os frutos da insônia?
Pequenos Morpheus em formas de palavras?
Nascerão da madrugada? Da relva úmida?
Da dor amanhecida e sepultada? 
Caberá num soneto a selvageria da insônia?
Ocupará um cadáver? 
Um transeunte?
Um facínora acidentado?
Deixará rabiscos de sangue? 
Ou morrerá atormentada, pobre louca, a insônia amarga?

Fenecerá aos poucos - dirá o poeta..
Morrerá à mingua a insônia..
De cansaço, de frio, de falta de coberta..



Abarca-me uma insônia tristonha e fria.. 
Um anfiteatro de pensamentos inacabados e coisas vazias..
D.



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