quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Reclame




E doem as velhas lágrimas caídas e aqueles abraços roubados,
Dói a alma amarrotada nos lençóis de uma madrugada confusa e extenuante,
Doem os arrabaldes, os escaninhos e as mariposas..
Doem-me os ossos e esse coração vazio de ti e de ventos..
Doem-me teu nome e o teu rosto.
Doe-me a carne navalhada e essa ausência - essa ausência atroz -
um relógio cuco que lembra a toda hora que não estás..
Doe-me a boca ansiosa, a pele sedenta, os minutos pálidos, as horas trêmula, a vida..



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