quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Versos feitos de insônia - parte 2




Enquanto a humanidade dorme,
eu escrevo poemas..
Triste sina a minha..
Escrever o que seria indescrítivel
Pintar em tons desbotados esses vocábulos mágicos.

É do poeta, pobre criatura, açucarar a vida com palavras inúteis,
Mas também é do poeta sentir a dor dos transeuntes, a amarga dor que abarca a alma e fere a vida..

É do poeta, velho caduco, trazer intensidade ao que já não é leve..
Mas é ainda do poeta tornar sutil o peso das palavras..

Teu ofício, poeta, certamente é a pena - essa espécie de escravidão sem escolha..
E tu encantas os olhos do leitor com esse furor de paixão alheia..
E embriagas as outras almas com a dor do teu próprio coração ferido..

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