sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Afônicos e inauditos

E porque estás calado eu aprendo a cantar-te..
E então te digo nesses manuscritos meus..
Esses pergaminhos de ternura que te soletram feito pipas pelo vento..

Acolhe esse poema curtinho..
Abriga com teus braços esses versos,
Que sejam, os teus braços, aconchego e sala
Não permitas que sintam frio os versos
Não os deixe no olvido..
Aninha-os!
Guarda-os!
Afaga-os!
São teus..
Tão teus que partem de mim e, selvagens, voam
Voam enlouquecidos para a casa tua
E então, amado, eu te peço..
Ponha-os no colo
e conta-lhes uma história..
Ficarão satisfeitos os versos
Tão satisfeitos que para dentro de mim voltarão - os versos - esses colibris inquietos..

17.julho




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