domingo, 14 de fevereiro de 2016

Das insônias e outras conclusões







Na minha insônia maldita
Eu escrevo as violências do dia.. 
Serão meus os gritos de dor ecoando pela cidade fria 
A cidade - um holocausto de flores pálidas e gente vazia.. 
Essa gente que anda de lado a outro 
Que frequenta os bares e lê folhetins 
Essa gente feia, crua, polimerizada
Quem ouve meus gritos agora?
Em quem reverberará os agudos sons da minha voz? 
Nem tu, ó Deus do inimaginável, os ouvirá.. 
Tu já não escutas.. 
Para ti a humanidade é muda.. 
Gritai, poeta de pouca fé
Deus é surdo e cego e burro..



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